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Medição de deflexão de virabrequim: por que ela evita retorno de motor

A medição de deflexão de virabrequim (crankshaft deflection, na literatura técnica de motores) usa um relógio comparador posicionado entre os braços do virabrequim (os "webs"), com capacidade de 60 a 300 mm ou 60 a 500 mm e leitura analógica de 0,01 mm, com curso do relógio de 3 mm.
O procedimento padrão gira o virabrequim lentamente enquanto se registra a leitura em quatro pontos angulares (topo, base e os dois lados). A rotação num sentido fecha os braços (leitura negativa) e no sentido contrário abre os braços (leitura positiva), conforme a convenção usada em motores marítimos e estacionários de grande porte.
Ela permite avaliar a retitude do virabrequim, identificando desalinhamento antes de fechar o motor. As leituras obtidas são comparadas com os limites máximos estabelecidos pelo fabricante do motor, valores que variam conforme o modelo e não têm um número universal.
Um cuidado importante do procedimento: a medição deve ser feita com o motor em temperatura ambiente e, em aplicações marítimas, com a embarcação nivelada, já que a temperatura e o trim afetam a leitura de deflexão.
O resultado prático de uma deflexão dentro do limite é menor desgaste dos mancais, vida útil do motor prolongada e ganho de potência pela redução do atrito, enquanto uma deflexão fora do limite é sinal de alinhamento comprometido que vai gerar falha recorrente se não for corrigido antes da montagem final.
Ficou com alguma dúvida sobre este instrumento?



